Recebi um e-mail muito interessante de uma irmã acerca do qual publico a resposta aqui
Primeiro, a palavra de Deus é clara: “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é” (Lv 18.22); Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Cor 6.10). Além disso, sabemos que Deus destruiu a Sodoma e Gomorra, duas cidades inteiras, por causa do comportamento lascivo e libertino daqueles povos. Assim, não fica absolutamente nenhuma dúvida: o homossexualismo é pecado e sobre sua prática se reserva uma terrível expectação de juízo.
Segundo, a palavra de Deus, da mesma forma, não dá absolutamente a mínima brecha para os irmãos que se separaram de seus cônjuges e voltaram a se casar acreditarem que estão numa situação de conforto diante dEle. Em Mateus 5, Jesus afirma que casamento pós-divórcio é adultério, mesmo para aqueles que divorciaram-se inocentemente, e que um homem que divorcia-se de sua esposa é culpado de adultério do segundo casamento dela. E mesmo que tenha havido o adultério de uma das partes, isso não anula a aliança de “uma só carne” do casamento, e tanto o cônjuge culpado quanto o inocente são proibidos de casar-se novamente. Tanto é assim que ele faz uma afirmação decisiva quanto ao compromisso assumido no casamento: “O que Deus uniu, não o separe o homem”.
Alguns se defendem dizendo que Paulo diz em 1 Coríntios 7, que, às vezes, o divórcio é inevitável. Contudo, parecem não observar que, na continuação de seu ensino, o mesmo Paulo diz que se o divórcio é inevitável, a pessoa que se divorcia não deve casar-se novamente. Diz ele ainda que a mulher não deve se apartar do marido, mas que se o fizer, que fique sem casar, ou que se reconcilie com ele; e que o marido não deve deixar sua mulher. Além disso, Paulo afirma em Romanos 7 que uma mulher está ligada ao marido enquanto ele viver e que somente fica livre para se casar novamente se este vier a falecer.
E o que a bíblia afirma sobre o destino destas pessoas? “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6:10)
Terceiro, os viciados em pornografia e outras práticas libertinas e licenciosas, da mesma forma também não herdarão o reino dos céus: “Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes a essas. “Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus” (Gálatas 5.19-21a)
Algumas dessas obras da carne estão diretamente associadas ao consumo da pornografia e suas implicações naturais – as ações físicas que ela provoca, como a masturbação, e as disposições de alma, tais como: a impureza (do grego akatharsia, que significa impureza moral) e libertinagem (do grego aselgeia, que significa licenciosidade, lascívia, devassidão), segundo a tradução da Nova Versão Internacional (NVI).
Mas quem são essas pessoas no dia-a-dia? São os moralmente impuros, com comportamento moral desregrado e com uma vida centrada nos prazeres sexuais e propensos à sexualidade e depravação. E qual é o destino que as aguarda? “Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus” (Gálatas 5.19-21a)
Tanto os irmãos recasados, quanto os visitantes contumazes de sites pornográficos e outros libertinos e devassos (falo isso apenas para me referir aos pecados da área sexual) todos podem esperar nessa graça, e os homossexuais, não?!
Os recasados e os viciados em pornografia confiam na graça de Deus, os homossexuais devem confiar nela também. A diferença é que os dois primeiros grupos estão dentro da igreja, enquanto ao terceiro, nós lhe negamos o direito, como o fariseu Simão de Lucas 7 quis fazer com a mulher pecadora que ungiu a Jesus. Por ele, ela não estaria ali, e não se aproximaria de Jesus, não o adoraria. Contudo, Jesus aceitou tanto a sua aproximação quanto a sua adoração, não discutiu com Simão a questão do pecado dela, ele sabia que ela era uma pecadora, mas repreendeu ao fariseu por querer intimidar sua aproximação, sua adoração, seu desejo de estar com Cristo.
É bom que todos esperem na graça de Cristo, enquanto o seguem, com um coração sincero e desejoso de ser transformado. É nessa convivência que eu acredito que ocorra, a mudança, a cura, a transformação, por que o amor de cristo é constrangedor, diz o apóstolo Paulo.
Existe uma máxima filosófica que diz que “é caminhando que se faz o caminho”. E com Cristo é assim. É na caminhada, é no dia-a-dia, é na convivência. Se não, notem que ele disse a Pedro que quando ele se convertesse, seria mais útil aos seus irmãos. Ele sabia que Pedro ainda não estava totalmente crente acerca de Cristo e da sua missão, que era vacilante e medroso. Jesus sabia que Tomé era incrédulo e que Judas era traidor e ladrão, mas ele convidou a todos para caminhar, para conviver com ele. Sua expectativa é que nessa “terapia” o homem se converta, mude, se transforme.
Não estou me referindo a igrejas inclusivas, comunidades de refúgio ou igrejas contemporâneas, estou falando que se um homossexual não se sentir bem perto de Cristo onde mais poderia? Lá, todo mundo vai se amar, se curtir e apoiar as atitudes pervertidas, libidinosas, licenciosas e luxuriantes uns dos outros, ninguém vai mudar. Mas falo de estar perto de Cristo, que os convida a tomarem sobre si o seu jugo, a abdicarem de si mesmos, a tomarem a sua cruz e seguí-lo. Isso todos nós temos de fazer, homossexuais, heterossexuais, casados, recasados, viciados em pornografia. Nessa caminhada, Ele mesmo já deixou claro que quem lança mão do arado e olha para trás não é apto para andar com ele, para entrar no seu reino. Alguns vão desistir, nós sabemos, mas muitos, constrangidos por seu amor, serão transformados e abandonarão o pecado, curados que foram por sua companhia, por sua verdade libertadora. Mas não aquela cheia de autoridade, dita por quem não a tem em tamanha medida, num domingo qualquer, quando esperamos que a pessoa ouça e instantaneamente, como mágica, mude! Precisamos convidar a todos a andar com Cristo, a conviver com Ele.
Estamos discutindo tão ferozmente contra os militantes gays que entendemos que querem criar uma casta especial, um grupo privilegiado de pessoas, o que é verdade. Contudo, talvez eles apenas estejam, conscientes ou inconscientemente, querendo se defender daqueles que, dentro de suas igrejas, criaram uma classe especial de pecadores.
“Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só (...); Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3.10-12;23,24).
pastor Márcio.
É isso que eu penso! Você pensa diferente?
Deixe seu comentário.